Nestlé aumenta as pesquisas de nutrição materna e epigenética

29 Dez, 2014
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A Nestlé está empenhada em aumentar as suas pesquisas no campo da epigenética - ciência que estuda os mecanismos pelos quais os comportamentos alimentares e os fatores ambientais podem afetar os genes e a saúde dos indivíduos adultos e dos seus descendentes, as gerações futuras.

TA Companhia anunciou que irá contribuir com 22m CHF (Francos Suíços) para estabelecer uma parceria, de seis anos de pesquisas, com investigadores de várias instituições que compõem o Consórcio EpiGen, em Southampton, Auckland e Singapura. Esta parceria público-privada conjuntamente fundada será uma das maiores parcerias existentes até à data.

A Nestlé tem colaborado com o Consórcio desde 2014, estudando os mecanismos pelos quais a alimentação e o estilo de vida de mulheres grávidas podem influenciar a atividade dos genes dos seus bebés e de que forma as alterações epigenéticas podem impactar crescimento e desenvolvimento dos seus filhos.

Impacto Positivo

““Esta é uma colaboração importante para a Nestlé, uma vez que irá ajudar a compreender melhor e atuar ao nível da influência da nutrição e genética nos primeiros dias de vida, continuando a construir os nossos conhecimentos nesta área importante”, afirma Stefan Catsicas, Chief Technology Officer da Companhia. Stefan Catsicas, Nestlé Chief Technology Officer

“Estar envolvidos nestas pesquisas, neste campo tão vital e estimulante, irá permitir-nos criar produtos que tenham um impacto positivo na saúde das mães e dos seus filhos. Por ser uma Companhia líder em Nutrição, Saúde e Bem-estar, cabe à Nestlé melhorar a qualidade de vida da população”.

A colaboração tem como objetivo melhorar a nutrição e reduzir os fatores de risco de certas condições desenvolvidas durante a gravidez, tal como diabetes gestacional, um problema em crescimento que afeta aproximadamente 20% das gestações na região sudeste da Ásia. A diabetes gestacional é conhecida por impactar negativamente o crescimento e desenvolvimento das crianças e a saúde futura das mães.

“A ciência mostra que a nutrição durante os primeiros 1.000 dias de vida, desde o momento da conceção, tem uma influência na saúde, bem-estar e qualidade de vida das crianças”, afirma Heiko Schipper, CEO da Nestlé Nutrition.

“Na Nestlé, abraçamos esta janela de oportunidade única para criar gerações futuras mais saudáveis, fornecendo-lhes produtos nutricionalmente adequados.”

Gerações Futuras 

Os institutos de Epigenética associados e Investigadores Principais congratularam o aprofundamento da colaboração.

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“Estamos satisfeitos por esta importante colaboração poder ser construída com base nas pesquisas que estão a ser desenvolvidas no sentido de melhorar a nutrição das mães e dos seus filhos“, disse o responsável pelo grupo EpiGen Science Management da Univerity of Southampton’s Keith Godfrey.

“O conhecimento abrangente das pesquisas de EpiGen, combinado com as equipas científicas da Nestlé, irá assegurar que estamos a caminhar para melhorar a saúde de gerações futuras.

“Um ponto forte do Consórcio de EpiGen é a sua capacidade de estudar mãe e filhos de três populações muito diferentes, adicionando mais informação sobre a relação entre a genética e as influências nutricionais nas doenças das mães e dos seus bebés” adicionou.

Conhecimentos mais aprofundados

Desde a sua criação, em 2006, cientistas do Consórcio de EpiGen têm feito descobertas de investigação significativas na área da nutrição materno-infantil. 

Os investigadores da EpiGen têm desvendado que a nutrição das mulheres grávidas, como por exemplo uma alimentação pobre em hidratos de carbono, tem impacto nas estruturas de DNA dos seus filhos, provocando alterações químicas que podem conduzir a um risco aumentado de desenvolverem excesso de peso ou obesidade durante a idade escolar (Godfrey KM et al, Diabetes 60:1528–1534, 2011). 

Os cientistas da Nestlé que estão a trabalhar neste programa de pesquisas pertencem à Nestlé Research Center, em Lausanne, a maior organização privada de pesquisas de alimentação e nutrição.