Cientistas da Nestlé descobrem que o café ajuda a reduzir a resistência à insulina em homens saudáveis

23 Jan, 2014
Um estudo recentemente publicado no The American Journal of Clinical Nutrition e realizado por cientistas da Nestlé, em colaboração com o Hospital Universitário de Lausanne e com a Universidade de Berna, na Suíça, expõe alguns dos benefícios associados ao efeito protetor do café. Mostra, pela primeira vez, que o consumo de café solúvel atenua a resistência hepática à insulina, uma consequência da diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Vários estudos epidemiológicos têm demonstrado uma relação consistente entre o consumo de café e a baixa incidência de diabetes tipo 2. Uma meta-análise recentemente publicada, que reviu 31 estudos feitos em humanos, confirmou que esta associação é estatisticamente significante. O efeito benéfico notado na diabetes também tem sido observado no café descafeinado, indicando que, para além da cafeína, outros componentes do café podem ter uma ação protetora.

A principal função da insulina é regular a entrada de glicose nas células, sendo que, em condições de resistência à insulina as células deixam de responder corretamente a esta hormona, resultando assim num estado de hiperglicemia. No estudo em causa, os cientistas examinaram o efeito do consumo de café nas funções desempenhadas pelo fígado, um órgão responsável principalmente pela homeostasia da glicose. O estudo avaliou o efeito de três cafés solúveis diferentes (dois cafés com elevadas quantidades de ácido clorogénico - um deles com cafeína e o outro sem - e um terceiro café com a concentração normal de ácido clorogénico) em 13 indivíduos saudáveis de sexo masculino. Demonstrou-se, pela primeira vez, que o consumo de café solúvel atenua significativamente o aumento da produção hepática de glicose. Este efeito não foi associado à cafeína ou ao ácido clorogénico, mas pode ser associado à presença de outros componentes bioativos do café. Nenhum dos 3 cafés influenciou os lípidos celulares intra-hepáticos.

Este estudo, realizado em humanos, descreve os efeitos hepáticos relacionados com o consumo de café, em sintomas da diabetes. Este efeito fisiológico foi observado num curto período de tempo, durante o qual foi induzida uma resistência à insulina, em voluntários saudáveis. Para confirmar os benefícios observados a longo termo em várias condições patológicas, é necessário realizar mais estudos em indivíduos que sofram de resistência à insulina crónica. Porém, este estudo fornece novas informações que ajudam a explicar a associação entre o consumo de café e a redução da incidência de diabetes tipo 2. Este é mais um estudo com a participação Nestlé, que reflete o compromisso da empresa com a Nutrição, a Saúde e o Bem-estar.

Referência:
Virgile Lecoultre, Guillaume Carrel, Léonie Egli, Christophe Binnert, Andreas Boss, Erin L MacMillan, Roland Kreis, Chris Boesch,, Christian Darimont, and Luc Tappy. The American Journal of Clinical Nutrition 2013. Coffee consumption attenuates short-term fructose-induced liver insulin resistance in healthy men.