Estudo da Nestlé indica que existe uma influência significativa da mastigação sobre a saciedade

Out 8, 2012
A quantidade de tempo que se gasta na mastigação de alimentos pode ser tão importante quanto o facto de o seu estômago estar cheio quando se consome, de acordo com um novo estudo da Nestlé.

Os cientistas do Centro de Pesquisa da Nestlé, em colaboração com a Universidade de Wageningen, na Holanda, realizaram o que é considerado ser o primeiro estudo do efeito simultâneo da estimulação oral e gástrica sobre a saciedade.

Os resultados sugerem que o tempo que as pessoas gastam na mastigação pode ser um fator importante na determinação do seu consumo de energia. Isto apoia pesquisas anteriores que sugeriam que as bebidas não são o formato mais eficaz para o desenvolvimento de produtos alimentares para a saciedade.

Neste estudo da Nestlé, os participantes foram monitorizados em cinco dias não consecutivos. Foi-lhes solicitado, em ordem aleatória, para mastigarem por diferentes períodos de tempo, mas não ingerir os alimentos, apesar de terem diferentes quantidades do mesmo alimento imbuído nos seus estômagos.

Numa condição de controle, os participantes não receberam qualquer alimento e não recebiam qualquer alimento de mastigar.

Meia hora mais tarde, todos os participantes receberam uma refeição e foram convidados a comer tanto quanto quisessem até que estivessem confortavelmente saciados.

O estudo descobriu que os participantes que mastigaram o alimento por um minuto, comeram a mesma quantidade que os que o fizeram com o estômago vazio, independentemente da quantidade de alimentos que já havia sido administrado para seu estômago.

No entanto, quando os participantes mastigavam por oito minutos consumiam significativamente menos do que os que o fizeram com o estômago vazio.

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