Podemos fazer felizes os nossos animais de companhia?

Jan 13, 2015

Investigadores da Nestlé Purina Petcare conduzem os primeiros estudos sobre como os estímulos externos podem gerar emoções de felicidade nos cães.

Enquanto estudos científicos demonstram que ter um animal de Companhia pode ajudar a diminuir a pressão sanguínea em pessoas, além de reduzir os níveis de ansiedade e depressão nos humanos, menos se sabe sobre se o contato humano tem um efeito benéfico similar sobre o bem-estar emocional dos animais.

Tal como coramos quando nos sentimos envergonhados, quando um cão experimenta uma mudança no seu humor, a sua pressão arterial pode também sofrer alterações em determinadas áreas do seu corpo.



As flutuações de temperatura são mais visíveis nas patas dos cães, já que não têm pelo nesta área. As patas são a única parte do corpo dos cães que contêm glândulas sudoríparas.



Os cientistas há muito que utilizam a termografia para medir os níveis de stress nos animais, mas este é um dos primeiros casos em que a tecnologia vem ajudar a avaliar o seu estado de felicidade e emoção.

Termografia

A termografia é apenas uma técnica, de uma série de técnicas não invasivas, que cientistas Nestlé Purina utilizam para compreender melhor o que faz um cão passar por uma mudança de estado de espírito positivo.

Quando um cão sofre uma mudança do seu estado emocional, o fluxo de sangue de certas áreas do seu corpo altera-se, e o mesmo acontece com a temperatura.

Os pesquisadores usaram uma câmara infravermelha para medir essas flutuações de temperatura nos olhos, ouvidos e patas dos animais.

"Há já muitos anos que os cientistas sabem como avaliar estados negativos, como o stress e a ansiedade nos animais", afirma Ragen TS McGowan, cientista comportamental da Nestlé Purina Petcare, “mas pouco se sabe sobre como medir estados positivos, como a alegria ou a emoção."

"A termografia é usada muitas vezes em estudos sobre o bem-estar animal, para avaliar, por exemplo, a inflamação que sofrem cavalos de corrida, ou para observar como certos estados afetam os níveis de stress do gado", acrescenta.

A vinculação afetiva

O trabalho de Ragen, e dos seus colegas, faz parte de um programa de investigação mais abrangente, da Nestlé Purina, que tem como objetivo analisar os benefícios do vínculo humano-animal a partir da perspetiva dos animais de companhia.

Como parte do estudo realizado por estes cientistas da Nestlé Purina, a empresa enviou um grupo de pessoas até um abrigo de animais, nos EUA, para fazer companhia a cães, durante 15 minutos. As pessoas e os cães não se conheciam, por isso não havia nenhum vínculo emocional entre eles.

As conclusões do estudo, que será publicado no início do próximo ano, mostram que os cães tiveram um aumento de emoções positivas, como resultado direto desse contato com os seres humanos.

Indicadores internos

"Pode deixar um cão guia sozinho num quarto e o mesmo poderá deitar-se e ter um ar tranquilo pois foi treinado para isso mas, provavelmente, sente-se muito stressado por não estar com o seu dono", refere Ragen.

"Por outro lado, pode deixar um cão de companhia sozinho no mesmo quarto e talvez se coloque a correr a pareça alterado mas, na realidade, poderá estar alegre e a explorar o território."

"Ao identificarmos os indicadores internos das experiências emocionais dos cães, queremos ampliar o nosso conhecimento sobre as formas mais vantajosas de interagir com eles."

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