Acelerador de Raios-X gigante resolve mistério no chocolate

29 Mai, 2015


Um grupo de investigadores recorreu a um acelerador de partículas raios-X com 2.3 quilómetros para descobrir as alterações estruturais no chocolate, que provocam a pequena camada branca formada na sua superfície.

Esta camada é formada quando as gorduras líquidas migram do chocolate para a sua parte superior. Quanto maior for o tempo de armazenamento do chocolate e quanto mais alta for a temperatura, maior é a probabilidade de tal acontecer. Apesar de não afetar a qualidade do chocolate, esta gordura é um problema dispendioso para os produtores, sendo uma das causas para a não-aceitação de produto por parte dos retalhistas e de inúmeras queixas por parte dos consumidores.

Investigadores da Hamburg University of Tecnology (TUHH), do Deutsches Elektronen-Synchroton (DESY) e da Nestlé recorreram ao maior acelerador de partículas raios-X, PETRA III, em Hamburgo na Alemanha, para incidir os raios-X através do chocolate e capturar as imagens resultantes do processo.

Através de uma escala nanométrica, verifica-se o processo da passagem das gorduras para a superfície do chocolate. Ao analisar as imagens, a equipa refere que pode ajudar os produtores a desenvolver métodos para reduzir este acontecimento.

Leia mais sobre esta pesquisa através do Comunicado de Imprensa da DESY, em Inglês ou Alemão.